"Só o tempo cura..." - Mas e se não for doença????

Com o correr de engrenagens e calendários a cor vermelha da saia da moça vai-se alaranjando, e a pintura de um pôr-do-sol é engolida pelo breu e postes finos.
Na gaveta ao lado estão frases, luas, rostos, cheiros, gostos, fantasmas...fantasia...
Esta noite fecho os olhos e prefiro deixar o tempo preso no relógio, limitado aos ponteiros, e o excesso de bom senso debaixo do tapete sujo.
Uma lágrima é o tempero, uma gota analgésica. Vou viajar num sono em que de nada valerá o branco desespero cotidiano.
Onde a saia da moça é e será sempre de um vermelho mais vivo que o sonho.


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