Tuesday, March 13, 2007

. valsa .




Os improvisos musicais feriram a fera numa noite qualquer. O copo era só pra afogar os desejos indesejados, ou tentar embaçar um pouco a intuição dos olhos.
Mas ainda assim, queria ela que a noite não acabasse, como quem colecionava improvabilidades como selos antigos.
A alma apostava nos mistérios...mas quem diria àquela moça que a dúvida havia perdido a cor?
Não ouviu os trovões, nem percebeu o vendaval, e num improviso musical, se perdeu a fera dentro do temporal.

. a beira.

Formigas dançando pelas pernas e veias, a boca tão seca quanto as plantas da sacada,
e o mundo parado, pisado, todo envolto num mar de suor e seiva bruta.
Assim vou, carregando a luta do hoje contra o amanhã, as marcas por dentro da pele, os sussuros de vez em quando enquanto o carteiro não chega.
Cabeça entre as mãos...nada entre os dedos.

Friday, March 02, 2007

. à uma borboleta fugona .


As ruas são a continuação do seu quintal...e ele está solto...dançando o ar. Era uma mariposa ou beija-flor ou bem-te-vi ou gavião ou folha seca ou avião?!?!?????
Era ele. Era ela. Eles, nós, o mundo inteiro e ninguém mais...era pressa de chegar...borboleta se atirando ao mar.