Hoje, ainda não ouvi o som da minha voz. Cavernosa sensação, prazer ao avesso. Sinto medo de que num dia assim, de sol, eu não queira mais sair pra fora, que desaprenda os verbos e que nunca mais volte a pensar em mim.
O peito pesa quando bate O peito dói por bater Não importa quantas vezes sorria ao dia Quantos beijos recebestes Quantas vezes jurestes Sempre estarás descalço Sujeito Não importa quantos os sonhos E não adianta ser amado Estarás sim, descalço Sempre terás um quase E assim o sendo, tu nunca saberás do que és capaz.